Informação Financeira
Resultados Ano 2007
O exercício de 2007 traduziu em resultados o forte empenho nos vectores estratégicos da inovação e da qualidade de serviço, tendo o volume total de prémios de seguro directo registado uma variação homóloga de 3,8%, considerando em conjunto o Ramo Doença que é explorado pela Médis, crescimento bastante superior ao crescimento global do mercado.
No que concerne a produtos de venda activa, o desempenho comercial ao longo do exercício em análise foi bastante expressivo, beneficiando do efeito positivo das campanhas com visibilidade nas Sucursais do Millennium bcp com o número de novas apólices a registar uma variação bastante positiva.
Sublinhe-se ainda a evolução positiva dos produtos Multiriscos, em resultado do esforço de upselling à base de Clientes do Millennium bcp com crédito habitação em vigor.
Em Vendas Associadas a produtos bancários, as vendas evoluíram 10,2% em termos homólogos, fruto da combinação de três factores: aumento do número de apólices novas, aumento do prémio médio e melhoria das taxas de penetração. Apesar do decréscimo no volume de PPP (Planos de Protecção de Pagamentos), explicado pelo impacto da subida das taxas de juro no valor das prestações mensais, as vendas em Multiriscos e Automóvel registaram evoluções muito positivas.
A excelência operativa e a eficiência operacional têm sido parte dos vectores estratégicos da Millenniumbcp Fortis. Ao longo do exercício em análise os registos de satisfação dos Clientes internos e externos evoluíram positivamente. Em particular no que concerne à satisfação dos Clientes internos, 2007 registou valores históricos. Tal deveu-se ao forte empenho da organização na melhoria de processos, na integração de soluções operativas nos front-ends, na implementação de medidas de retenção de Clientes, na qualidade do atendimento dose na filosofia eyes on the customer que concentra esforços da rede comercial e das áreas de suporte na prestação de um serviço de excelência.
A sinistralidade, entendida como o rácio entre as indemnizações, antes de custos imputados, e os respectivos prémios adquiridos, fixou-se nos 46,0%, valor inferior ao verificado em 2006 de 48,3% e bastante abaixo do mercado, reflectindo a rigorosa política de subscrição prosseguida em 2007.
Em 2006, devido à descida da sinistralidade e da diminuição do custo do resseguro verificou-se a libertação de 9.895 milhares de euros em sede de provisão para riscos em curso, pelo que em 2007, apesar do aumento da receita processada e da diminuição da sinistralidade, a margem técnica antes de imputação de custos administrativos decresceu 16,2%, situando-se nos 42.977 milhares de euros, o que corresponde a 25,7% dos prémios brutos emitidos. Retirando o efeito da variação da provisão para riscos em curso nos dois anos, a variação homóloga traduzir-se-ia num crescimento da margem técnica antes de imputação de custos administrativos de 3,2%.
O rácio combinado situou-se nos 69,3%, reflectindo, deste modo, a gestão criteriosa dos sinistros aliada a uma política de controlo rigoroso dos custos administrativos.
A conjugação da evolução da margem técnica e dos custos de exploração originou que os resultados antes de impostos se situassem nos 18.362 milhares de euros, 11,0% da receita processada . O resultado líquido após impostos cifrou-se em 13.548 milhares de euros.
O activo líquido da Ocidental Seguros cifrou-se em 231.514 milhares de euros. A cobertura do activo pelos capitais próprios cifrou-se em 13,2% e o rácio de solvência situou-se em 153% em 2007.
2007 ficou também marcado pela atribuição à Ocidental Seguros do prémio "Melhor Seguradora Não Vida" pela revista Exame (reportado a 2006) e pela confirmação por parte das agências de rating internacionais Standard & Poors (S&P) e Fitch Ratings da notação de rating de "A+", notação suportada pelo forte posicionamento concorrencial do Grupo no mercado segurador Português, assim como pelos elevados níveis de rentabilidade e forte solidez financeira.